Após recorde em 2024, o mundo reduziu em mais de um terço a perda de florestas tropicais no ano passado. O estudo é da Universidade norte-americana de Maryland e foi divulgado nesta quarta-feira (29).
Grande parte da queda veio do Brasil, que teve uma redução de 42% na perda florestal primária em relação ao ano anterior.
A redução foi observada na maioria dos biomas brasileiros, principalmente no Pantanal. A exceção foi a Caatinga, que registrou um aumentou de 9%.
De acordo com os pesquisadores, o Brasil mostra que “proteger florestas é possível por meio de políticas públicas”.
O estudo cita o relançamento do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento, política que coordena ações em 19 agências federais.
Por outro lado, teve também aumento nos autos de infração em 81%, e as multas, em 63%, entre 2023 a 2025, na comparação com os três anos anteriores.
No entanto, o Brasil ainda foi o país com maior área de perda, já que tem a maior floresta do planeta.
De acordo com o estudo, o agronegócio é apontado como o maior fator da perda florestal no Brasil: 73% em mais de duas décadas. Grande parte por causa da soja e do gado.
Outros países, como Colômbia, Indonésia e Malásia, também registraram queda de perda florestal em 2025. A perda permaneceu alta na Bolívia e na República Democrática do Congo.
Ao todo, o mundo perdeu 4,3 milhões de hectares de floresta tropical primária, ano passado. Uma área que equivale a mais de 11 campos de futebol por minuto. A perda ainda é 46% maior que uma década atrás.
E, assim como no Brasil, a expansão agrícola é a principal causa de perda de cobertura florestal no mundo.
Nos últimos três anos, há o agravante dos incêndios, que queimaram mais que o dobro que duas décadas atrás.
Todos os dados estão disponíveis no Observatório Global de Florestas, no site, com nome em inglês: globalnaturewatch.org
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