Áreas elevadas da Paraíba agora passam a ser consideradas montanhas. A mudança é resultado de uma pesquisa coordenada pelo IBGE e que adota novos critérios científicos para definir esse tipo de formação. Pela nova regra integrada ao sistema brasileiro de classificação de relevo, montanhas são áreas com pelo menos 300 m de desnível em relação ao entorno.
Com isso, regiões do Estado que antes não recebiam essa denominação passam a integrar esse grupo. Mas o que muda na prática com essa nova classificação?
Para o geógrafo Saulo Roberto Vidal, o sistema brasileiro de classificação de relevo impacta diretamente a educação e a preservação dos patrimônios naturais do estado.
“Hoje, no ensino básico, é ensinado que só existem montanhas em áreas de dobramentos modernos, que são aquelas áreas andinas, Himalaias, Alpes, montanhas rochosas. A partir de hoje, vai ser abordado que nós temos elevações que atendem a um novo conceito, de montanha. A Serra de Teixeira é uma área conhecida como Parque Nacional, onde tá o Pico do Jabre, o ponto mais alto do estado. Com esse reconhecimento, a gente dá um passo, né, para a compreensão de uma gestão mais voltada à preservação dessas áreas”, explica.
Além da Paraíba, o sistema brasileiro de classificação de relevo indica que outros 13 estados possuem montanhas. Na Paraíba, o destaque fica para o Pico do Jabre, com 1.208 m de altura.
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